03/01/2020
MULHERES ADMIRÁVEIS: NADIA MURAD
Oi,
gente!
Para quem está acompanhando, todas as sextas-feiras, Lidiane Bach Leandro, do Rascunhando Silêncios, e eu publicaremos sobre a vida de MULHERES ADMIRÁVEIS.
Aproveitem para conhecê-las! 😍
Nossa MULHER ADMIRÁVEL desta
sexta-feira é a NADIA MURAD.
Ativista de direitos humanos e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2018, Nadia nasceu em 1993 na região do Monte Sinjar, no norte do Iraque.
Nadia Murad - que pertence à minoria étnica e religiosa yazidi, considerada "infiel" pelos extremistas do EI - levava uma vida simples no interior do Iraque, até que foi sequestrada pelo grupo terrorista e passou três meses sob o comando dos extremistas. Depois de ver sua família ser brutalmente assassinada, foi torturada e estuprada.
Quando tentou fugir, depois de alguns dias, Nadia foi pega, rastejando pela janela. Como punição, foi chicoteada e estuprada por seis dos guardas de Hajji Salman: "Fui estuprada em grupo. Chamam isso de jihad sexual.”
Ela conseguiu escapar três meses depois, quando a casa ficou destrancada, enquanto o juiz estava fora. Nadia foi resgatada por uma família muçulmana vizinha do local. Mas essa não era uma prática comum. Nadia teve sorte. A família não apoiava o EI.
Nadia se tornou uma ativista após escapar do EI em novembro de 2014 - e viaja o mundo fazendo campanha para chamar atenção para a tragédia dos yazidis.
Em 2016, ela recebeu da União Europeia o importante prêmio Sájarov à Liberdade de Consciência, junto a Lamiya Aji Bashar, também escravizada pelo EI. No mesmo ano, também foi nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano.
Sua história está contada na autobiografia The Last Girl (A Última Garota, na tradução). O título remete a uma frase do livro: "Eu quero ser a última garota no mundo com uma história como a minha".
Gostou da nossa mulher admirável? Tem alguma mulher que você gostaria de ver aqui? Manda mensagem para a
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