15/11/2018
O PARQUE DO INFERNO (2018)
Data
de lançamento: 22 de novembro de 2018 (1h
29min)
Direção: Gregory Plotkin
Elenco: Amy Forsyth, Reign Edwards, Bex Taylor-Klaus
Gênero: Terror
Sinopse: Neste emocionante passeio, a estudante universitária Natalie
está visitando sua melhor amiga de infância, Brooke, e sua colega de quarto,
Taylor. Se fosse em qualquer outra época do ano, as amigas e seus namorados
poderiam ir a um show ou a um bar, mas é Halloween, o que significa que, como
todo mundo, eles irão para o Hell Fest - um parque labiríntico com jogos e
brincadeiras que excursiona o país e chegou a cidade do grupo. Todos os anos, milhares de pessoas seguem o Hell Fest para experimentar o medo neste macabro
parque temático. Para um visitante, Hell Fest não é uma atração – mas sim um
campo de caça. Uma oportunidade para matar à vista de uma plateia boquiaberta,
envolvida numa atmosfera terrivelmente divertida com uma horrível realidade que
se desenrolava diante de seus olhos. Enquanto a contagem de corpos e a
excitação frenética das multidões continuam a subir, ele volta seu olhar
mascarado para Natalie, Brooke, Taylor e seus namorados, que lutarão para
sobreviver.
Não vou
negar, sempre curti um filmezinho de terror para adolescentes. Acho engraçada
essa fórmula de um psicopata caminhando lentamente com uma arma cortante na mão e a
galera desesperada gritando enlouquecidamente e caindo – as pessoas sempre caem
quando correm em filmes de terror – e sendo pegas. Nunca compreendi como o
assassino chega a tempo de matar esses adolescentes, considerando a diferença
de idade entre ele e suas vítimas e a lentidão do seu caminhar... mas a verdade
é que eu me divirto!
Se você
gosta, assim como eu, de histórias assim, O Parque do Inferno (Hell Fest, 2018)
é uma boa pedida. O filme estreia no dia 22 de novembro nos cinemas brasileiros
e rende alguns sustos (e risadas também).
A
narrativa de O Parque do Inferno inicia com uma introdução clássica de filmes do
gênero. Três meninas estão em um parque com temática de terror e entram em um
labirinto. Cada ambiente deste labirinto possui elementos para dar sustos nas
pessoas, obviamente. O interessante é que as paredes se movem e em determinado
momento elas se separam e uma delas é assassinada brutalmente por um homem
mascarado. Seu corpo é deixado dentro do labirinto em um dos ambientes,
compondo a cena de terror do local.
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| Bex Taylor-Klaus (Audrey, da série Scream da Netflix) |
Fim de
cena, aparece o letreiro do título do filme e, anos depois, conhecemos Natalie
(Amy Forsyth), uma estudante universitária que visita a sua amiga de infância
Brooke (Reign Edwards) e a colega de quarto Taylor (Bex Taylor-Klaus). Já faz
algum tempo que estas não se veem e Natalie aproveita a época de Halloween para
retomar o contato com a amiga e ter um descanso das suas obrigações cotidianas.
Não somente isso. No último verão, Nat saiu com Gavin, um rapaz de quem ela
gostou muito e que nunca mais tiveram contato (acho que não tem WhatsApp por
lá... vai saber!) e este final de semana seria a oportunidade perfeita para
rever o mocinho até porque o próprio Gavin garantiu que o encontro acontecesse:
ele e seus amigos compraram ingressos para o Parque do Inferno (Hell Fest) e reservou
uma das entradas para Natalie.
O grupo
de amigos é composto por dois casais e Natalie e Gavin. As cenas iniciais dentro
do parque são bem comuns a cenas que já vimos: adolescentes eufóricos
conhecendo o parque; pessoas fantasiadas gritando; o menino e a menina que se
gostam não sabendo como agir um com o outro e assim por diante. Eis que surge
um cidadão esquisito mascarado caminhando pelo parque: o provável psicopata
assassino.
Até
aqui a história do filme tem tudo para dar certo. Pensem bem... Uma pessoa que
entra em um parque com temática de terror e que resolve caçar suas vítimas e matá-las
praticamente aos olhos de todos? A premissa é ótima! Ninguém vai se importar
com gritos, com correria e com alguém portando uma “arma de mentira” e “fingindo”
que mata pessoas em um parque temático de terror. No entanto, existem alguns
problemas no desenvolvimento da narrativa e eles me incomodaram bastante, não
me deixando tão envolvida com a história.
Em
primeiro lugar, considero meio estranha a ideia de que ocorreu um assassinato
no parque há alguns anos e ele continua circulando pelo país. Ninguém
processou? O parque simplesmente continuou em funcionamento? Bom, eles tentaram
resolver com um detector de metais que aparece na cena em que os amigos estão
entrando no parque. Ok. Fiquei convencida. Mas aí o assassino entra desarmado
e pega um triturador/furador de gelo – sei lá o que é aquilo, parece um fura
coco – e mata a primeira vítima com isso. Depois ele vai pegando elementos dos
cenários para matar. Aí vem o meu segundo questionamento: as armas do cenário
eram de verdade? Não deveriam ser de plástico, gente? Enfim, é importante ignorar
essas situações para conseguir se divertir com a proposta do filme.
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| Achei parecida com a primeira arma do assassino! |
Sobre
os personagens e os atores, também tenho algumas considerações. Simplesmente
detestei aquele Gavin e questiono o gosto da protagonista. Quando o nome deste
personagem é mencionado, Brooke diz à amiga que se “tudo der certo, ela
terminará a noite sentando na cara do Gavin” (confesso que até fiquei chocada
com tal comentário, gente). Após ouvir esse diálogo, pensei que iam colocar um
adolescente relativamente bonitão para fazer par com a menina. Nada contra a
beleza do menino (ele é até bonitinho), porém achei ele tão parecido com o
Jesse Eisenberg – me julguem – e não gosto do Jesse... Além desse fato, o tal
Gavin é daqueles homens que se menosprezam o tempo inteiro e isso me deixou
completamente irritada com o menino. Ele não precisava ser o atleta de futebol
americano ou o bonitão da escola, mas a Natalie me parecia tão madura e o Gavin
tão bundão...
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| Lembrem-se de que eu falei "bonitinho"... |
Contrastando com Gavin, tinha os outros dois meninos que eram, justamente, aqueles adolescentes bobos americanos que se fazem de corajosos na frente das meninas. Clichê? Sim. Sempre aparecem neste tipo de filme? Também. Enfim, o esperado. E as meninas também repetiam os clichês de filmes do gênero: a inteligente, a melhor amiga e a “super empolgada” com o parque.
A única
atriz que conhecia neste elenco era a Bex Taylor-Klaus (fez a personagem Audrey, da série Scream
da Netflix) e achei bem decepcionante a sua atuação. Para mim, ela fez
exatamente a mesma personagem da série.
Sobre o
assassino não tenho muito o que dizer. Ele é mascarado, mata um pessoal, mas
até acho que matou pouco, caso se compare com o número de vítimas de outros filmes
como Halloween, A Nightmare on Elm Street, Friday the 13th, Scream, I Know What
You Did Last Summer, Urban Legends... até o Chucky (sim, o boneco assassino!) deve ter matado mais que o
mascarado de O Parque do Inferno!
O Luis,
do Geekburger, e eu assistimos ao filme ontem e, após a sessão, conversamos um pouco
e falamos sobre as nossas impressões. Dá o play para escutar!
Assista ao trailer de O Parque do Inferno (Hell Fest, 2018)









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